Coronel Boeira palestra sobre o fortalecimento da Defesa Civil em seminário da Famurs
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Nesta quinta-feira (30), o chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Chaves Boeira, integrou a programação do Seminário Municipalismo em Foco, organizado pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), realizado no Centro Municipal de Eventos de Imbé. Coronel Boeira apresentou os avanços da Defesa Civil do Estado no painel “Uma nova Defesa Civil para os gaúchos: das lições de 2023 e 2024 ao fortalecimento da capacidade de preparação e resposta” no evento que reuniu prefeitos, vice-prefeitos, secretários, técnicos e servidores de todo o Rio Grande do Sul para a atualização de pautas prioritárias da gestão pública. Também participou do painel o prefeito de Jaguari, Igor Rosa Tambara.
O coordenador discorreu sobre os desastres de 2023 e 2024, os maiores da história do estado, e o sobre processo de reconstrução do Rio Grande do Sul liderado pelo governador Eduardo Leite. “São histórias que jamais serão esquecidas, aqui estamos falando de vidas que se foram, pessoas que perderam seus familiares. Diante disso, tínhamos obrigação de criar uma nova estrutura para ter condições de atuar em desastres como aqueles, pois sabemos que não temos como evitar os eventos climáticos, que serão mais intensos e frequentes. O Plano Rio Grande foi, então, o programa de Estado que nos deu essa oportunidade de construir um novo momento para a proteção e defesa civil gaúcha”, afirmou.
Desde então, a Defesa Civil do Estado consolidou uma série de ações que levaram a estrutura estadual a um outro patamar. Em dezembro de 2024, foi aprovada a Política Estadual de Proteção e Defesa Civil (PEPDEC), marco legal que dispõe sobre instrumentos essenciais para a gestão integrada de riscos e desastres no estado, como o Conselho Estadual de Proteção e Defesa Civil, as Setoriais de Gestão de Riscos de Desastres em todas as Secretarias e na Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e o Gabinete Integrado de Gerenciamento de Desastres (GIGED), órgão permanente encarregado da coordenação e articulação interinstitucional durante situações críticas.
Coronel Boeira também enfatizou o aumento do efetivo da Defesa Civil, com a chegada de novos servidores militares e civis técnicos das mais diferentes áreas, como meteorologistas, hidrólogos, jornalistas, engenheiros e analistas de geoprocessamento. Foi criado o Departamento de Gestão de Desastres, com equipe pronta para entrar em ação quando necessário. Houve, ainda, avanço na gestão de riscos, com mapeamento de áreas de risco, modelagem hidrodinâmica, contratação de radares, estações de monitoramento hidrometeorologico, e a mudança nos protocolos de comunicação de risco, que agora apresentam os níveis de criticidade dos eventos associados às cores, com o objetivo de facilitar a compreensão da mensagem.
Coronel Boeira frisou a importância da ação integrada entre os atores do Sistema. “Março de 2026 foi um mês muito especial, porque recebemos o último dos 497 planos de contingência municipal. O material foi analisado pela nossa equipe técnica, e a grande maioria apresenta conteúdos que vão do intermediário a muito bom. Sabemos como é complexa a elaboração de um documento como esse e, agora, chamaremos cada município para que possamos assessorá-los no aperfeiçoamento do trabalho”.
Ainda esteira do fortalecimento da relação entre Estado e municípios, foram comprados de kits operacionais que serão entregues a 73 municípios dentre os que declararam estado de calamidade pública em função dos eventos extremos de 2024. Cada município contemplado receberá um conjunto operacional composto por uma pick-up leve, um gerador de 10Kva e quatro rádios transceptores multibanda e com capacidade de interoperabilidade.
“Tenham certeza que hoje nós temos uma Defesa Civil muito melhor preparada do que a Defesa Civil que enfrentou os desastres de 2023 e 2024. Hoje, nós temos mais pessoas, pessoas mais qualificadas, tecnologias que não tínhamos e, olhando para o futuro, em curto prazo, até o meio do ano que vem teremos nosso Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres, em Porto Alegre, pelo menos quatro dos Centros Regionais, em Santa Maria, Lajeado, nas regiões Serra e Sul, e teremos mais três radares até o mês de março. Isso, sem dúvida nenhuma, nos coloca na vanguarda da gestão de riscos e desastres do Brasil”, concluiu.
Nova presidência
Na oportunidade, o chefe da Casa Militar também participou da posse do prefeito de Imbé, Luis Henrique Vedovato, como presidente da Famurs para o biênio 2026/2027.